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Mais crianças a receber abono de família

Foto:Bancodasaude.com
O número de crianças que beneficiam de abono de família subiu pelo terceiro mês consecutivo. Em março, a Segurança Social deixou mais de 372 mil desempregados sem subsídio.

O abono de família foi atribuído a 1.096.415 crianças e jovens em março, mais 2168 face a fevereiro, um número que tem vindo a subir desde janeiro, segundo dados do Instituto da Segurança Social (ISS).

Face ao período homólogo de 2015, registou-se uma quebra de 4,4% no número de beneficiários a receber esta prestação social, caindo de 1.145.476, em março de 2015, para 1.096.415, no mês passado.

Lisboa é a região do país com o maior número de abonos de família atribuídos (217.045), seguindo-se o Porto (215.658), Braga (99.011) e Aveiro (72.850), segundo os dados da Segurança Social.

Em março houve 742.635 pedidos para a atribuição a crianças e jovens do abono de família, mais 1665 face a fevereiro.

Em março, 5491 crianças e jovens até aos 24 anos receberam o subsídio por educação especial, mais 1.339 relativamente a fevereiro.

Os aumentos dos abonos de família e dos abonos de família pré-natal entraram em vigor a 1 de fevereiro, trazendo subidas que variam entre os 2% e os 3,5%. Já o montante do abono de família para crianças e jovens inseridos em agregados familiares monoparentais foi aumentado em 35%.

Mais de 372 mil desempregados sem subsídio


O Estado atribuiu cerca de 250 mil prestações de desemprego em março, deixando sem estes apoios mais de 372 mil desempregados, de acordo com as contas feitas pela agência Lusa com base nos últimos dados oficiais disponíveis.

De acordo com os dados disponibilizados pela Segurança Social, em março existiam 249.837 beneficiários de prestações de desemprego, menos 6.305 pessoas do que em fevereiro e o equivalente a 40% do último número total de desempregados contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (estimativas provisórias de fevereiro).

Os últimos dados divulgados pelo INE, relativos a fevereiro, contabilizavam um total de 622,2 mil desempregados, com a taxa de desemprego a situar-se nos 12,3% (uma subida de 0,2 pontos percentuais face a janeiro).

Valor do RSI subiu mais de 20 euros em março


Quase 206 mil pessoas receberam o Rendimento Social de Inserção (RSI) em março, mês em que o valor médio da prestação subiu para os 116,54 euros devido à atualização do valor de referência desta prestação social.

Segundo dados do Instituto da Segurança Social (ISS), o RSI foi atribuído a 205.965 beneficiários em março, menos 783 face ao mês de fevereiro (-0,3%).

O valor médio da prestação social por beneficiário subiu de 95,40 euros, em fevereiro, para 116,54 euros, em março, o que representou mais 21,14 euros.

Os dados revelam que a maior parte dos beneficiários reside nos distritos do Porto (60206), Lisboa (35518) e na Região Autónoma dos Açores (17608).

Em março, 93566 famílias receberam o Rendimento Social de Inserção, menos 594 face a fevereiro, cujo valor médio da prestação subiu para os 261,05 euros, mais 46,96 euros relativamente a fevereiro, devido à atualização do valor de referência desta prestação social.

Analisando os dados com março de 2015, verifica-se uma subida de 3,3% no número de famílias a receberem esta prestação social, passando de 90.403 em março do ano passado, para 93.566 no mês passado, o que totalizou mais 594 famílias.

A maior parte das famílias beneficiárias do RSI reside no Porto (27.715), seguindo-se Lisboa (16.507) e Setúbal (8.154).

Os aumentos dos valores de referência do RSI entraram em vigor a 1 de fevereiro, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 1/2016, que "visa reintroduzir, de forma gradual e consistente, níveis de cobertura adequados, reforçando assim a eficácia desta prestação social enquanto medida de redução da pobreza, em especial nas suas formas mais extremas".

O diploma do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social repõe o valor de referência do RSI, que se traduz num aumento da percentagem do montante a atribuir por cada indivíduo maior, de 50 para 70%, RSI, e por cada indivíduo menor, de 30 para 50% do valor de referência desta prestação social.

O valor do rendimento social de inserção corresponde a 43,173% do valor do indexante dos apoios sociais (IAS).

Fonte: JN

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