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AMIGO DE 4 PATAS


São vários os estudos que referem as vantagens da convivência entre animais e crianças.

Num estudo Finlandês, em que perto de 400 crianças foram estudadas durante o 1º ano de vida, concluiu-se que as crianças que tinham animais por perto (em particular cães) eram menos vulneráveis a infecções respiratórias.

Outros estudos revelam que o relato de pessoas que têm animais de estimação indica serem mais felizes e mais saudáveis do que o das que não têm. Está ainda associado a uma maior autoestima e a maior bem-estar.

Um animal de estimação favorece a comunicação na família e o desenvolvimento de vínculos afectivos, pode ajudar a reduzir a tristeza e o medo, tendo mesmo um efeito reparador e de conforto. A sua presença faz diminuir o sentimento de solidão e/ou de isolamento, ajuda a desenvolver sentimentos de compaixão e um maior sentido de responsabilidade.

O recurso a animais (regra geral cães) em psicoterapia é cada vez mais uma prática usada, em particular, em determinadas perturbações como as do espectro autista. Grande parte das crianças autistas que convivem com animais apresenta melhorias em termos comportamentais, sociais e afetivos. O terapeuta medeia as interacções e as brincadeiras entre a criança e o animal, ensinando a criança a comunicar, a perceber sensações e desenvolver novos comportamentos. A criança consegue assim, progressivamente, ir desenvolvendo as competências sociais e cognitivas que se encontram mais fragilizadas, num contexto seguro e motivante.

Os animais de estimação são para as crianças não só um companheiro de brincadeira e tropelias, mas também confidentes dos seus pensamentos e emoções. Com eles partilham alegrias, tristezas e até situações de frustração e raiva, actuando como óptimos “calmantes”. A presença de um animal de estimação que interaja com a criança é sobretudo recomendável para crianças que não têm irmãos ou que são particularmente tímidas e reservadas.

Apesar das inúmeras vantagens, a decisão de ter um animal de estimação deve ser bem ponderada pela família. Ter um animal do qual mais tarde “se desiste”, por falta de tempo ou por outro qualquer motivo, é uma situação que deve ser de todo evitada, não só por passar a mensagem que os animais são uma “coisa descartável” mas, também, porque não ajuda a família a desenvolver a capacidade de ultrapassarem em conjunto as dificuldades e as frustrações.

Então, antes de ter um amigo de 4 patas informe-se bem sobre as suas características e sobre o impacto previsto no seu dia-a-dia. Envolva os seus filhos nas actividades que estão associadas à sua presença na família e estabeleçam claramente as regras sobre quem faz o quê. Claro que as responsabilidades acordadas irão variar em função da idade, mas há sempre algo em que as crianças podem colaborar. Tenha presente que um gatinho é lindo e fofinho, mas precisa de afiar as unhas e tem um caixote com areia onde faz as suas necessidades que tem de ser limpo e cuidado diariamente. Um cão é dedicado e um óptimo companheiro de brincadeiras, mas precisa de ir à rua fazer as suas necessidades (que tem de ser apanhadas) e precisa de dar uns passeios, mesmo quando chove.

Tenha ainda em conta que a forma como se comporta com o seu animal irá inspirar o seu filho/a na interacção com ele. Se lhe ralha ou bate recorrentemente, é bem provável que a criança faça o mesmo tornando a experiência pouco gratificante para todos.

E prepare-se para responder “não” quando ouvir: “vá lá.. só hoje, podes fazer tu? Tenho tanto que estudar para o teste”.

Fonte: uptokids.pt/

Blue Eyes

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